Adivinhas?




Ando com uma vontade de expulsar tudo o que sinto dentro de mim, tudo que me vai na alma. No entanto, a tarefa não é certamente a mais simples, porque o pavor toma posse de toda essa vontade.
Sinto-me exausta e com uma agonia inexplicável de expelir a angústia, a amargura, a dor que existe no meu coração. É inacreditável, pois quanto mais caminho pela vida ela só me presenteia com decepções.
Era formidável saber o que vai dentro de cada ser humano não era? Ou então decifrarmos o que sucederá amanhã ou no futuro.
O dilema é que só mais tarde sabemos os seus objetivos, e aí é, efectivamente, uma inquietação.
Mas nunca é tarde para nada. Para aprendermos com os nossos erros e abrirmos os olhos para a humanidade, para a realidade, para o autêntico amor, para a verdadeira amizade, que existe. Só que, não está acessível à vista desarmada mas sim a quem aguenta, a quem cai. Quando esse alguém se levanta vê a subentendida veracidade.

A vida é composta por fases, umas melhores do que outras. Se as ultrapassarmos todas é símbolo de resistência e maturidade. As palavras-chave são precisamente: Não desistir.
Sim é verdade, nada é fácil, porque para tirarmos algum proveito da vida temos de fazer por isso e não esperar pela vontade que nunca chega.
Desistir só nos deixa mais frustrados e arrependidos por não termos arriscado e colocarmos as nossas próprias mãos no fogo...