Possuo algo que me impossibilita de idealizar, de compor… Dissipei toda a minha criatividade. Mas porque? Choro ao observar a resma de papéis brancos, as telas novas que permanecem infinitamente no meu aposento e eu… Eu fico desassossegada sem lhes conseguir entregar uma pigmentação, uma crónica. Até quando continuarei assim? Será que conquistarei tudo aquilo que anteriormente era? por: Patrícia Alves

Nada é certo e tudo é questionado .

Por instantes tudo se torna negro e sem retorno, como aqueles tuneis sem conclusão e que jamais se encontra uma fonte de expectativa lá bem no fundo. A vida realmente é uma inquietação, os poucos momentos que vivemos, escassos são os confortos que detemos. Nada é autêntico, nada possui uma razão de ser ou durar … Batalhar? As criaturas começam a encontrar-se sem forças, ou até sem competências para descobrir deliberações. Eu interrogo-me todos os dias se a vida tem de ser necessariamente assim? Se existe o tão debatido destino ou se somos nós próprios a alimentar o nosso rumo? A realidade é que não encontro esclarecimento para tais perguntas e cada vez menos possuo esperanças para credenciar num futuro melhor. por: Patrícia Alves