Porque é que tudo se dificulta quando tudo parece ficar pacato? Será que não sei manusear com a vida, dar-lhe o devido rumo com o devido respeito? De estar sempre insaciada com tudo aquilo que possuo, e querer sempre mais e melhor?
A minha existência instala-se na Lua à mais de meio ano, e não consigo traze-la de volta à vida real, por mais que me esforce.
Será que alguém também sente aquilo que eu sinto? Provavelmente não. Possivelmente ainda não se cruzaram com este dilema que todos os dias me oprime, ou talvez tenham posturas mais acertadas do que eu. Sim, pois sempre ouvi dizer que a nossa vida é o inconsciente das nossas ações. Esta insatisfação que sinto da vida… dá-me uma enorme vontade de deixar tudo aquilo que construí até agora, o que tanto me empenhei e lutei para conquistar… Não tenho a pura noção daquilo que me rodeia, dos atos errados que cometo, não tenho ideia de viver. Todas as minhas recordações dissipam-se em horas… e qual o resultado final? Eis a questão. por:Patrícia Alves
a cascata da vida
Se pudesse definir a minha vida assemelhá-la-ia a uma cascata em que a água não tem uma queda certa, melhor dizendo: os jatos de água são indefinidos pela sua pressão, pois esta varia consoante as temperaturas. Vejo a minha vida um pouco assim, impossível de controla-la. É sempre tão imprevisível, e quando falo nesse termo arrisco-me a uma falácia de generalização precipitada. Espantoso é alguém como eu dramatizar tanto, não é? A verdade, é que só me limito a escrever, maioritariamente, em momentos de queda, como a água.
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