Quando achas que a tua vida
parece ganhar cor, ela repentinamente torna-se cinzenta. Porquê? Não sei. É o que mais me questiono
nestes últimos momentos. O porquê de tudo ser como é, o porquê de por vezes a
vida ser tão dramática com quem não merece. Sim, dizem que as batalhas mais difíceis
são atribuídas aos melhores soldados, mas os melhores soldados também enfraquecem,
cansam de ser sempre os mesmos com as mais árduas tarefas. Será que na realidade
serão recompensados? Ou a seguir virá mais um desafio penoso? A dúvida permanece
no ar. Na verdade, em certas circunstâncias as pessoas nem chegam a usufruir da
bonança que lhes é dada, porquê? Porque a vida decide terminar para elas. Será
justo? Não creio que seja equitativo.
a cascata da vida
Se pudesse definir a minha vida assemelhá-la-ia a uma cascata em que a água não tem uma queda certa, melhor dizendo: os jatos de água são indefinidos pela sua pressão, pois esta varia consoante as temperaturas. Vejo a minha vida um pouco assim, impossível de controla-la. É sempre tão imprevisível, e quando falo nesse termo arrisco-me a uma falácia de generalização precipitada. Espantoso é alguém como eu dramatizar tanto, não é? A verdade, é que só me limito a escrever, maioritariamente, em momentos de queda, como a água.

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